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	<title>Cleber Pacheco</title>
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	<description>Literatura Fantástica, Linguística, Música e mais na salada.</description>
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		<title>Linguagem politicamente correta não elimina preconceito</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 21:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lingüística]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Entrevista (&#8220;consultoria&#8221;) que concedi ao Portal IG Economia/carreiras. Segue na íntegra.</p>
<h6>Bom-senso no uso dos termos é a melhor solução para evitar mal-estar</h6>
<div>
<p><strong>Maria Carolina Nomura, iG São Paulo </strong> | <cite>12/08/2011 05:58</cite></p>
</div>
</div>
<p>Se, de um lado, a diversidade nas empresas trouxe a possibilidade de  convivência entre pessoas muito diferentes nos sentidos de raça, gênero  ,condição social e física, de outro levantou questões como o uso da  linguagem politicamente correta para não ofender nenhum desses grupos  considerados minorias.</p>
<p>Mas, discernir o que é e o que não é politicamente correto não é tão  simples. Substituir “negro” por “afrodescendente” ou “anão” por “pessoa  com nanismo”, por exemplo, seriam medidas suficientes para diminuir o  preconceito nas empresas e aumentar a integração dessas pessoas com os  colegas?</p>
<div><img src="http://i0.ig.com/bancodeimagens/e2/ji/aw/e2jiaw9xyphjgm4v1cg2kve6w.jpg" alt="" /></p>
<div><cite>Foto: Danilo Chamas / Fotomontagem iG sobre SXC</cite></div>
<div>
<p>Em um contexto de trabalho, adjetivar pessoas  pode causar transtornos, independentemente do uso (ou não) de termos  considerados politicamente corretos</p>
</div>
</div>
<p>A linguagem politicamente correta surgiu nos Estados Unidos na  década de 1970, como legado do movimento de defesa dos direitos civis.  De acordo com sua lógica, usar certas palavras legitimaria o preconceito  e propagaria visões discriminatórias contra grupos sociais.</p>
<p><strong>Negro ou afrodescentende?</strong></p>
<p>“É difícil responder quais são as atitudes linguísticas adequadas do  ponto de vista da civilidade. Nem todos os negros têm aversão ao  adjetivo ‘negro’, pois são orgulhosos de sua cor. Nos Estados Unidos,  muitos negros declinaram fortemente a expressão ‘afrodescendente’ por  ela não fazer alusão à sua cor”, diz Cleber Pacheco, doutorando em  Linguística da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).</p>
<p>Segundo Pacheco, não há fórmulas como “diga isto, mas não diga  aquilo”. “E o problema continua, pois o preconceito não está no léxico.  Está nos indivíduos e nas situações sociais em que se encontram”,  afirma.</p>
<p><strong>Manual</strong></p>
<p>Em 2004, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, ligada à  Presidência da República publicou a cartilha “Politicamente correto e  direitos humanos”, com 96 expressões consideradas preconceituosas. A  lista desestimulava termos como “baianada”, “anão” e “palhaço”. A frase  “a coisa está preta” também entrou no índex. A publicação gerou muita  polêmica e foi recolhida logo depois.</p>
<p>Para o professor José Luiz Fiorin, do departamento de Linguística da  Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São  Paulo (USP), não basta mudar a linguagem para que a discriminação deixe  de existir.</p>
<p>“Se alguém sempre ouviu certos termos ou expressões, como ‘negro’,  ‘bicha’ ou ‘coisa de mulher’ ditos com desdém ou com raiva, certamente  vai desenvolver uma atitude machista ou racista”, explica Fiorin.</p>
<p><strong>Adjetivos</strong></p>
<p>Para evitar um mal-entendido entre os colegas de trabalho, Pacheco  aconselha os profissionais a utilizarem o bom-senso. “O ideal é que não  abordemos nossos colegas de trabalho pela menção de raça ou etnias. Nada  melhor do que um ‘amigo, você poderia me fazer um favor?’, em vez de  ‘negro, você poderia me fazer um favor?’, ou, o pior, ‘afrodescendente,  você poderia me fazer um favor?’”, exemplifica.</p>
<p>Em um contexto de trabalho, adjetivar pessoas pode causar  transtornos, independentemente do uso (ou não) de termos considerados  politicamente corretos. Pacheco diz ainda que ao fazer referência a um  terceiro não é necessário mencionar sua raça, limitação física ou  orientação sexual. “Nada mais neutro e correto do que tratar as pessoas  por seus nomes.”</p>
<p>Outra questão que produz efeito contrário ao pretendido é o uso de  eufemismos, quando a língua não possui um termo específico para fazer  uma designação que é vista como preconceituosa. “Por exemplo: dizer  ‘pessoa verticalmente prejudicada’ em lugar de anão; ‘pessoa de porte  avantajado’ em vez de gordo; ‘pessoa em transição entre empregos’ por  desempregado. Isso gera descrédito para os que pretendem relações mais  civilizadas entre as pessoas. Por isso, as piadas já começam a surgir”,  explica Fiorin.</p>
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		<title>Anuncio-vos a Graphic Novel de Zona Mórfica</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 19:26:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Fantástica]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/zona-morfica-hq.jpg"></a><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/zona-morfica-hq.jpg"></a><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/zona-morfica-hq.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-212" title="zona morfica hq - cleber pacheco" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/zona-morfica-hq-723x1024.jpg" alt="" width="723" height="1024" /></a><br />
Está previsto para este ano o lançamento dos quadrinhos de Zona Mórfica. A graphic novel é baseada no conto homônimo, de minha autoria, e deve ser lançada em versão impressa e digital (formato .pdf). Para o desenhista Marcelo Rêgo, a história é intrigante e bastante imagética. Empolgado, começou os estudos sobre personagens, paisagens e afins faz 03 meses. Para deixar o gostinho de água na boca, o desenhista me enviou uma das páginas do romance gráfico. Marcelo assegurou que ainda está em fase de experimentação, nos desenhos e no argumento, mas me autorizou a publicar o aperitivo. Aí está! Resta-nos esperar!</p>
<p>Vendendo meu peixe: quem ainda não leu o conto (e o livro) Zona Mórfica, pode adquirir no site (e na segurança) da Livraria Cultura, <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=7024617&amp;sid=98116320410513635491416560&amp;k5=1FFA56CC&amp;uid=">clicando aqui</a>.<?php facebook_like_box('http://www.facebook.com/pages/profile/191733117565897'); ?></p>
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		<title>Noam Chomsky e Ali G</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 12:49:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lingüística]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ali G (Sasha Baron Cohen) banca o repórter inexperiente e tenta tirar, ninguém mais, ninguém menos, do que NOAM CHOMSKY do sério. Se a Linguística e Bush nunca tiraram, ninguém mais tira! Imperdível!</p>
<p>Parabéns a Caio César Christiano pelas legendas.</p>
<p><iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/sGatWSnvKCQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Solução para travamento em Samsung P2470HN</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 14:35:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lingüística]]></category>
		<category><![CDATA[hotel mode]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/samsung-p2470hn-problema-solucao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-180" title="samsung p2470hn problema solucao" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/samsung-p2470hn-problema-solucao.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a>Amigos, venho, por este texto, trazer a solução definitiva àqueles que, como eu, sofrem (e muito) com o monitor P2470HN da SAMSUNG.</p>
<p>A angústia e a raiva são frutos de um travamento constante (que se resolve apenas desligando o monitor/TV da tomada), e do fato de ter de levar o aparelho para uma assistência técnica (que fica longe de muitos usuários, e que é de péssima qualidade, demorada e ineficaz; muitas não atendem nem ao telefone).</p>
<p>Digo que a solução é “definitiva” porque, após meu PDF, você <strong>nunca mais</strong> precisará desligar o monitor da tomada, e nem precisará levar a uma assistência. O “inconveniente” (que, de fato, não é inconveniente algum) é ter de usar o aparelho apenas pelo controle remoto. Como sempre uso e sempre usei o monitor pelo controle, considero-me inteiramente satisfeito.</p>
<p><strong>A solução é simples</strong>: fazer com que o painel frontal do aparelho pare de funcionar. E tem como desabilitar o painel frontal sem abrir o monitor? Tem, sim, é bem simples! Baixe o PDF explicativo e veja os passos:</p>
<p><a href="http://www.mediafire.com/?xett7t82qv1hmll">Baixar PDF – Solução para travamento em Samsung P2470HN</a></p>
<p>Abraços.</p>
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		<title>Neuromancer: a origem de Matrix (Primeira Parte)</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 12:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Fantástica]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/neuromancer-capa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-164" title="neuromancer-capa" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/neuromancer-capa.jpg" alt="" width="293" height="404" /></a></em></p>
<p><em>Pessoas, segue uma aprofundada e brilhante resenha, escrita por <strong>Alessandra M. R. Galdo</strong>, sobre o livro <strong>Neuromancer</strong>, do William Gibson. Eu havia pensado em escrever algo, pois acabei de ler a obra. Entretanto, a resenha da Alessandra é completa e &#8220;suficiente&#8221;, abordando os principais pontos e predições deste (neu)romance que é pura “prosa elétrica high-tech”.<br />
</em></p>
<p><em>Case via uma centena de rostos da floresta de  néon, marinheiros, vigaristas e prostitutas, lá onde o céu é prata  envenenada, muito além do cais e da prisão do crânio.</em></p>
<div>Precisaria  de um &#8220;deck simstin&#8221; (transmissor de sensações humanas na ficção do  Gibson) para compartilhar a experiência da leitura de NEUROMANCER. O  romance sci-fi de 1984 que deu origem ao termo &#8220;cyberespaço&#8221; é como uma  viagem acelerada por caminhos tortuosos. Visual, seu ritmo é vertiginoso  e por vezes quase sensorial, acompanhando as percepções do personagem  principal, o cybercowboy, Case. Percepções geralmente alteradas pelo uso  de droga e pela falta de fronteira entre o cyberespaço e o mundo real.  Aliás, o que distingue um do outro? Essa é apenas uma das muitas  questões levantadas durante a trama.</div>
<div>Inicialmente  a história transcorre em algum lugar em Chiba City, o &#8220;submundo das  operações obscuras de transferência de dados e da genética ilegal&#8221; aonde  Case vagueia após ter sido inoculado com uma &#8220;micotoxina&#8221; russa que  danificara seu sistema nervoso central. Era a punição do chefe de uma  organização &#8220;tecnocriminosa&#8221; por seu subordinado o ter roubado,  desviando informações a um receptador em Amsterdã. Conseqüências da vida  de &#8220;ladrão trabalhando para outros ladrões mais ricos que forneciam o  software necessário para penetrar as paredes reluzentes dos sistemas  corporativos, abrindo janelas para os ricos bancos de dados.&#8221;</div>
<div>Case,  o eficiente hacker acostumado a &#8220;operar com uma taxa de adrenalina  quase sempre alta, uma mistura de juventude e competência, com sua  consciência fora do corpo projetada na alucinação consensual da Matrix  por meio de um deck cyberespacial customizado&#8221;, havia deixado o  &#8220;Strawl&#8221;(região compreendida entre Boston e Atlanta ou BAMA –  Boston-Atlanta Metropolitan Axis) atrás de cura no submundo da medicina  clandestina em Chiba City.</div>
<div>Tendo  gasto todo dinheiro sem encontrar solução para sua saúde, vagava por  Night City e o Ninsey, local parecido com um faroeste tecnológico, terra  sem lei mantida pela Yakuza e pela &#8220;noção de que as novas tecnologias  necessitavam de zonas fora da lei para florescer, e que, portanto, Night  City existia como um playground deliberadamente não supervisionado para  a tecnologia em si mesma&#8221;.</div>
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		<title>Neuromancer: Segunda Parte</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 12:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Fantástica]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/neuromancer_molly.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-159" title="neuromancer_molly" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/neuromancer_molly-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a>Por Alessandra M. R. Galdo</em></p>
<p>Ali,  cowboys mistos de hackers e traficantes comercializam, além de códigos  crackeados, &#8220;extrato glandular sintético&#8221; no mercado negro. Em um dado  momento Case passa em frente a uma butique cirúrgica&#8221; observando,  indiferente, &#8220;vatgrown flesh&#8221; traduzido como &#8220;carne de cultura&#8221; (no  sentido de tecido humano) exposta na vitrine. O tradutor explica em  nota: &#8220;Carne crescida em tanques. Segundo a ficção de Gibson, será  possível cultivar porções de tecido animal vivo, inclusive humano, a  partir de amostras do DNA&#8221;.</p>
<p>Nesse ponto a leitora  se pergunta: Alguma relação entre vatgrown flesh do Gibson e a produção  de tecidos animas a partir de células-tronco? Ou o que há de real,  hoje, nessa viagem do Gibson de mais de 20 anos atrás? A pergunta se faz  em relação exclusivamente à produção de tecidos humanos porque todo o  conteúdo do romance conduz a inevitáveis comparações em relação ao mundo  tecnológico de hoje.</p>
<p>Em resposta à pergunta  feita por e-mail, o diretor médico da Genzyme no Brasil, empresa  americana de biotecnologia e engenharia genética, Carlos Ruchaud  esclarece: &#8220;Os vat são realmente tanques de cultura, onde se cultivam  células/tecidos. Por enquanto é possível cultivar células modificadas  geneticamente. Os genes da enzima humana são inseridos no núcleo de uma  determinada célula (bactéria ou animal), a qual &#8220;acredita&#8221; que o gene é  dela. Assim, as células ditas transfectadas conseguem sobreviver e se  multiplicar em tanques de cultura ou biorreatores onde encontram os  nutrientes necessários e as condições são rigorosamente controladas.  Tais células, que contêm o gene da enzima humana expressam e produzem  uma enzima igual à humana. Depois de uns oito meses de cultura, todo o  conteúdo do biorreator é drenado e a enzima aí existente é extraída e  purificada, num complexo processo bioquímico e biofísico.&#8221;</p>
<p>Continuando  a saga de nosso anti-herói, Case é perseguido e caçado por uma &#8220;samurai  das ruas&#8221;. Molly, jovem de cabelos pretos, roupa justa de couro preto,  lentes de prata em formato de olhos de inseto implantadas na pele, unhas  artificiais cor de vinho tinto borgonha debaixo das quais recolhiam-se  deslizantes dez lâminas de bisturi com quatro centímetros de comprimento  cada. Molly informa a Case que sua missão seria &#8220;recolhê-lo&#8221; para seu  chefe, o misterioso Armitage que lhe oferece uma solução cirúrgica para  retirar-lhe as &#8220;micotoxinas&#8221; em troca de serviços cujo objetivo não é  explicado e só se revela no desenrolar da trama. Armitage dá a Case, um  novo pâncreas, o livra da infecção mas o mantém refém através da  inoculação de outras toxinas. Problema para o qual só ele possui a  solução que só será dada depois que o cowboy realizar os serviços  exigidos na &#8220;Matrix&#8221;, entidade que se originou nos jogos eletrônicos do  passado e nas experiências com conectores cranianos, ligando todos ao  cyberespaço&#8230;</p>
<p>&#8220;uma alucinação consensual vivida  diariamente por bilhões de operadores autorizados, em todas as nações,  por crianças aprendendo altos conceitos matemáticos&#8230; Uma representação  gráfica de dados abstraídos dos bancos de todos os computadores do  sistema humano. Uma complexidade impensável. Linhas de luz abrangendo o  não-espaço da mente; nebulosas e constelações infindáveis de dados&#8221;.</p>
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		<title>Neuromancer: Terceira Parte</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 11:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Fantástica]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/nueromancer2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-153" title="nueromancer2" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/nueromancer2-300x292.jpg" alt="" width="300" height="292" /></a></p>
<p>Alessandra M. R. Galdo</p>
<p>A saga continua com Case e Molly se envolvendo em investigações paralelas e outras cybergangs na tentativa de desvendar os mistérios que cercam Armitage. Para tanto, precisam roubar o &#8220;constructo&#8221; de Linha Plana, ou seja, uma cópia eletrônica da memória, e algo da personalidade de Dixie, amigo e mentor morto de Case. O constructo é propriedade da Sense-Net, a rede de comunicação que transmite programas de entretenimento através dos decks simsits, equipamentos com os quais o espectador tem acesso às sensações físicas e psicológicas dos personagens.</p>
<p>Na seqüência da trama, Molly e Case, ainda sem conhecer a extensão ou os objetivos de seu trabalho, são levados a uma das ilhas de um arquipélago orbital chamada &#8220;Freeside&#8221;. A essa altura percebem que o chefe Armitage, por sua vez, segue ordens de &#8220;alguém&#8221; superior. Freeside é uma colônia espacial de luxo &#8220;palácio de prazer e zona franca&#8221;, uma cidade que é &#8220;Las Vegas e os jardins suspensos da Babilônia, uma Genebra em órbita&#8221;, um contraponto a Chiba City: &#8220;A luz filtrava-se pelas camadas da vegetação fresca que caía de jardineiras suspensas e das varandas sobre eles. O sol&#8230;Em algum lugar, em cima, havia um rasgo branco, brilhante, talvez brilhante demais, e o azul gravado do céu de Cannes. Case já sabia que o sol brilhava ali graças a um sistema Lado-Acheson [...] brilhando como uma imitação abstrata do pôr-do-sol nas Bermudas, atravessado por fiapos de nuvens gravadas.&#8221;</p>
<p>No caminho o grupo pára em Zion, uma colônia rastafári fundada por rebeldes, ex trabalhadores na ilha orbital de luxo que se recusaram a voltar à terra. Zion &#8220;cheirava a legumes cozidos, a humanidade e a maconha&#8221; e lá encontram novos personagens que os ajudará a esclarecer os mistérios da trama. Em Freeside, finalmente entram em contato o com o clã industrial de Tessler &amp; Ashpol, uma grande corporação de origem familiar. Seus conflitos existenciais e familiares e a busca pela imortalidade dão origem a experiências de criogenia e aos investimentos nas Inteligências Artificiais (IAs).</p>
<p>Nesse ponto da trama, toma força o embate entre os humanos do romance de Gibson e as IAs através de disputas, questionamentos metafísicos, ricos diálogos e surpresas do final do livro. Humanos e IAs. Afinal, quem controla quem? O que é real, o que não é? O que é a imortalidade? Seria Deus, uma IA? São algumas das questões que o autor lança ao final da leitura entrecortada de ação, romance, perversões, ficção científica e suspense.</p>
<p>Referência bibliográfica</p>
<p>GIBSON, William. Neuromancer. 3.ed. Tradução de Alex Antunes. São Paulo: Aleph, 2003. 303 p.</p>
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		<title>Graduação e Jardim da Infância</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 23:48:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Esta imagem mostra como a vida acadêmica é igual à vida no jardim da infância. Requer algum entendimento da língua inglesa!</p>
<p class="MsoNormal"><a style="text-decoration: none;" href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/phd.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-101" title="phd" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/phd.gif" alt="phd" width="600" height="640" /></a></p>
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		<title>Fringe: Arquivo-X tem sucessor à altura</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 14:32:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>

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<p>Ontem assisti ao episódio piloto de Fringe. Fiquei fascinado. Se você espera, há muito, por uma série à altura de Arquivo-X, sua angústia deve acabar. O pior (que, na verdade, é o melhor) de Fringe é que ainda há uma pitada exagerada de Lost. A série é a nova empreitada de J. J. Abrams (criador de Lost), que declarou abertamente sua inspiração em Arquivo-X.</p>
<p>Na abertura de Fringe, voam frases que em muito lembram as famosas “O governo nega conhecimento” e “Atividade paranormal” que tanto sobressaíram aos olhos dos fãs de Fox Mulder e Dana Scully.</p>
<p>A investigadora Olivia Dunham, assim como o Mulder, tem motivações para buscar “a verdade” por trás de acontecimentos estranhos. Conhecemos estas motivações (que diferem das do Mulder) logo no primeiro episódio. Como acontecia com Lost, uma ânsia pelos próximos episódios é gerada; uma curiosidade forte para conhecer o porvir.</p>
<p>Abrams também adicionou ao time alguns personagens interessantes, como o cientista (realmente) maluco que ajuda a mocinha na solução dos problemas. Walter Bishop é estranhamente hilário, sombrio e apaixonante. Esta era uma característica de Lost: os personagens marcantes. Acredito que Fringe herdou este traço.</p>
<p>Por falar em Lost, a sonoridade presente em Fringe (ambientação, abertura, sons de fundo etc.) é idêntica. Nos momentos de suspense, cheguei a pensar inclusive que assistia a um episódio da turma de Jack, Swayer, John Locke, Kate e cia. Isso sem falar das legendas gigantes. É&#8230; Lembra do imenso título “Lost” voando num fundo negro? Pois é. Este recurso também é utilizado em Fringe, para demonstrar os locais visitados durante a trama.</p>
<p>Resumindo, assistir a Fringe é matar a saudade de Arquivo-X e de Lost simultaneamente, o que significa, em outras palavras, entretenimento garantido.</p>
<p><a href="http://cleberpacheco.com.br/livros.htm"><img class="aligncenter size-full wp-image-242" title="zonamorficagif" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/zonamorficagif.gif" alt="" width="468" height="60" /></a></p>
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		<title>Contemporâneo… e Brasileiro!</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 01:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<div id="attachment_79" class="wp-caption aligncenter" style="width: 450px"><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/quarteto-1.jpg"><img class="size-full wp-image-79" title="Literatura Brasileira Contemporânea" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/quarteto-1.jpg" alt="Na parte superior, Fernando Bonassi e Rubem Fonseca; na parte inferior, Patrícia Melo e Roberto Drummond" width="440" height="261" /></a><p class="wp-caption-text">Na parte superior, Fernando Bonassi e Rubem Fonseca; na parte inferior, Patrícia Melo e Roberto Drummond</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O ensaio que segue foi escrito por uma amiga, Pâmela Niero, colaboradora do site <a href="http://opatifundio.com/glossolalia/">Glossolalia</a>.</p>
<p><strong>Falar em moderno em literatura brasileira é lembrar de nomes como Mário de Andrade, Carlos Drummond, Graciliano Ramos, Manuel Bandeira, Clarice Lispector… e falar de contemporaneidade?</strong></p>
<p>A literatura contemporânea é a literatura do hoje, feita de conflitos atuais e na maioria das vezes mantida por autores vivíssimos, como é o caso de Rubem Fonseca, Fernando Bonassi, Patrícia Melo e Roberto Drummond.</p>
<p>Urbana, decadente, pessimista, marginalizada, hiperrealista, hibridista (veja Michael Jackson e Boy George!) e de massa, a literatura reflete um Brasil não mais “rural”, que passa a enxergar a vida pelos olhos da televisão e busca o consumo imediato.</p>
<p>Com as mudanças econômicas e políticas que ocorreram no Brasil, a literatura modernista começa a naufragar. O cenário e o imaginário rural são substituídos pelo urbano e as indústrias começam a trocar os operários por computadores. A tecnologia faz emergir a sociedade do consumo e nessa sociedade pós-industrial não existe paciência pra literatura.</p>
<p>Retrato fiel dessa nova realidade, um novo realismo antiartístico surge, retratando com brevidade o submundo das ruas, a violência e a sociedade de consumo, fragmentada, sem perspectivas e niilista.</p>
<p>É o caso das obras de Fernando Bonassi, autor (e também roteirista e diretor de cinema)conhecido por fazer parte da chamada “Geração 90”. Em seus contos e microcontos, retratos urbanos são jogados em uma linguagem sarcástica próxima da oralidade. Estão presentes também a violência das ruas e a marginalidade.</p>
<p>E violência e marginalização não faltam em Patrícia Melo. Com recortes da linguagem publicitária e da televisão, a autora em “O matador” constrói cenários onde assaltos, drogas, estupros, assassinatos, bailes funks, policiais corruptos fazem qualquer filminho no estilo “A Rota” parecer uma comédia-romântica. Ironias a parte, o livro é uma obra-prima que caracteriza alguns grupos comuns na sociedade brasileira contemporânea.</p>
<p><a href="http://opatifundio.com/site/wp-content/uploads/2009/09/quadro-pos-moderno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2727" title="quadro-pos-moderno" src="http://opatifundio.com/site/wp-content/uploads/2009/09/quadro-pos-moderno.jpg" alt="quadro pos moderno Contemporâneo... e Brasileiro!" width="354" height="213" /></a>E se você acha pouca violência, precisa conhecer Rubem Fonseca. Escritor e ex-delegado, torna vivida a realidade das ruas. É o caso do conto “Feliz Ano Novo” (da obra intitulada “Romance negro, Feliz Ano Novo e outros contos”) em que a construção da narrativa, o linguajar dos personagens, a falta de escrúpulos e a relação de amizades entre bandidos dá vontade de rir ao assistir “Topa de Elite”.</p>
<p>E não podemos esquecer das colagens no estilo pop-art de Roberto Drummond no conto “Os sete palmos do paraíso” (na obra “A morte de DJ em Paris”). O autor escreve em uma oralidade fragmentada, criando ideia de quadrinhos feitos com colagens de figuras do cinema, da televisão e da publicidade, que também são mais uma característica dessa nova literatura.</p>
<p>Claro que outros nomes mais populares, como Arnaldo Antunes, Chico Buarque, Caetano Veloso, Dalton Trevisan, Duda Machado, Adélia Prado, Glauco Mattoso, Ignácio de Loyola Brandão, Carlos Heitor Cony, Luis Fernando Veríssimo, João Ubaldo Ribeiro, Hilda Hist, Modesto Carone, Lygia Fagundes Telles, Moacyr Sciliar e outros grandes nomes compõem esse quadro, mas estamos na contemporaneidade e não seria tão breve falar desses tantos outros…</p>
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