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	<title>Cleber Pacheco</title>
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	<description>Blog do Autor.</description>
	<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 00:06:49 +0000</pubDate>
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		<title>Graduação e Jardim da Infância</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 23:48:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Lingüística]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta imagem mostra como a vida acadêmica é igual à vida no jardim da infância. Requer algum entendimento da língua inglesa!

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			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Esta imagem mostra como a vida acadêmica é igual à vida no jardim da infância. Requer algum entendimento da língua inglesa!</p>
<p class="MsoNormal"><a style="text-decoration: none;" href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/phd.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-101" title="phd" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/phd.gif" alt="phd" width="600" height="640" /></a></p>
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		<title>Fringe: Arquivo-X tem sucessor à altura</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 14:32:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Séries]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ontem assisti ao episódio piloto de Fringe. Fiquei fascinado. Se você espera, há muito, por uma série à altura de Arquivo-X, sua angústia deve acabar. O pior (que, na verdade, é o melhor) de Fringe é que ainda há uma pitada exagerada de Lost. A série é a nova empreitada de J. J. Abrams (criador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-64 aligncenter" title="poster_fringe-c4" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/poster_fringe-c4.jpg" alt="Fringe" width="409" height="599" /></p>
<p>Ontem assisti ao episódio piloto de Fringe. Fiquei fascinado. Se você espera, há muito, por uma série à altura de Arquivo-X, sua angústia deve acabar. O pior (que, na verdade, é o melhor) de Fringe é que ainda há uma pitada exagerada de Lost. A série é a nova empreitada de J. J. Abrams (criador de Lost), que declarou abertamente sua inspiração em Arquivo-X.</p>
<p>Na abertura de Fringe, voam frases que em muito lembram as famosas “O governo nega conhecimento” e “Atividade paranormal” que tanto sobressaíram aos olhos dos fãs de Fox Mulder e Dana Scully.</p>
<p>A investigadora Olivia Dunham, assim como o Mulder, tem motivações para buscar “a verdade” por trás de acontecimentos estranhos. Conhecemos estas motivações (que diferem das do Mulder) logo no primeiro episódio. Como acontecia com Lost, uma ânsia pelos próximos episódios é gerada; uma curiosidade forte para conhecer o porvir.</p>
<p>Abrams também adicionou ao time alguns personagens interessantes, como o cientista (realmente) maluco que ajuda a mocinha na solução dos problemas. Walter Bishop é estranhamente hilário, sombrio e apaixonante. Esta era uma característica de Lost: os personagens marcantes. Acredito que Fringe herdou este traço.</p>
<p>Por falar em Lost, a sonoridade presente em Fringe (ambientação, abertura, sons de fundo etc.) é idêntica. Nos momentos de suspense, cheguei a pensar inclusive que assistia a um episódio da turma de Jack, Swayer, John Locke, Kate e cia. Isso sem falar das legendas gigantes. É&#8230; Lembra do imenso título “Lost” voando num fundo negro? Pois é. Este recurso também é utilizado em Fringe, para demonstrar os locais visitados durante a trama.</p>
<p>Resumindo, assistir a Fringe é matar a saudade de Arquivo-X e de Lost simultaneamente, o que significa, em outras palavras, entretenimento garantido.</p>
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		<title>Contemporâneo… e Brasileiro!</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 01:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[ 

O ensaio que segue foi escrito por uma amiga, Pâmela Niero, colaboradora do site Glossolalia.
Falar em moderno em literatura brasileira é lembrar de nomes como Mário de Andrade, Carlos Drummond, Graciliano Ramos, Manuel Bandeira, Clarice Lispector… e falar de contemporaneidade?
A literatura contemporânea é a literatura do hoje, feita de conflitos atuais e na maioria [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<div id="attachment_79" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/quarteto-1.jpg"><img class="size-full wp-image-79" title="Literatura Brasileira Contemporânea" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/quarteto-1.jpg" alt="Na parte superior, Fernando Bonassi e Rubem Fonseca; na parte inferior, Patrícia Melo e Roberto Drummond" width="590" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Na parte superior, Fernando Bonassi e Rubem Fonseca; na parte inferior, Patrícia Melo e Roberto Drummond</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O ensaio que segue foi escrito por uma amiga, Pâmela Niero, colaboradora do site <a href="http://opatifundio.com/glossolalia/">Glossolalia</a>.</p>
<p><strong>Falar em moderno em literatura brasileira é lembrar de nomes como Mário de Andrade, Carlos Drummond, Graciliano Ramos, Manuel Bandeira, Clarice Lispector… e falar de contemporaneidade?</strong></p>
<p>A literatura contemporânea é a literatura do hoje, feita de conflitos atuais e na maioria das vezes mantida por autores vivíssimos, como é o caso de Rubem Fonseca, Fernando Bonassi, Patrícia Melo e Roberto Drummond.</p>
<p>Urbana, decadente, pessimista, marginalizada, hiperrealista, hibridista (veja Michael Jackson e Boy George!) e de massa, a literatura reflete um Brasil não mais “rural”, que passa a enxergar a vida pelos olhos da televisão e busca o consumo imediato.</p>
<p>Com as mudanças econômicas e políticas que ocorreram no Brasil, a literatura modernista começa a naufragar. O cenário e o imaginário rural são substituídos pelo urbano e as indústrias começam a trocar os operários por computadores. A tecnologia faz emergir a sociedade do consumo e nessa sociedade pós-industrial não existe paciência pra literatura.</p>
<p>Retrato fiel dessa nova realidade, um novo realismo antiartístico surge, retratando com brevidade o submundo das ruas, a violência e a sociedade de consumo, fragmentada, sem perspectivas e niilista.</p>
<p>É o caso das obras de Fernando Bonassi, autor (e também roteirista e diretor de cinema)conhecido por fazer parte da chamada “Geração 90”. Em seus contos e microcontos, retratos urbanos são jogados em uma linguagem sarcástica próxima da oralidade. Estão presentes também a violência das ruas e a marginalidade.</p>
<p>E violência e marginalização não faltam em Patrícia Melo. Com recortes da linguagem publicitária e da televisão, a autora em “O matador” constrói cenários onde assaltos, drogas, estupros, assassinatos, bailes funks, policiais corruptos fazem qualquer filminho no estilo “A Rota” parecer uma comédia-romântica. Ironias a parte, o livro é uma obra-prima que caracteriza alguns grupos comuns na sociedade brasileira contemporânea.</p>
<p><a href="http://opatifundio.com/site/wp-content/uploads/2009/09/quadro-pos-moderno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2727" title="quadro-pos-moderno" src="http://opatifundio.com/site/wp-content/uploads/2009/09/quadro-pos-moderno.jpg" alt="quadro pos moderno Contemporâneo... e Brasileiro!" width="354" height="213" /></a>E se você acha pouca violência, precisa conhecer Rubem Fonseca. Escritor e ex-delegado, torna vivida a realidade das ruas. É o caso do conto “Feliz Ano Novo” (da obra intitulada “Romance negro, Feliz Ano Novo e outros contos”) em que a construção da narrativa, o linguajar dos personagens, a falta de escrúpulos e a relação de amizades entre bandidos dá vontade de rir ao assistir “Topa de Elite”.</p>
<p>E não podemos esquecer das colagens no estilo pop-art de Roberto Drummond no conto “Os sete palmos do paraíso” (na obra “A morte de DJ em Paris”). O autor escreve em uma oralidade fragmentada, criando ideia de quadrinhos feitos com colagens de figuras do cinema, da televisão e da publicidade, que também são mais uma característica dessa nova literatura.</p>
<p>Claro que outros nomes mais populares, como Arnaldo Antunes, Chico Buarque, Caetano Veloso, Dalton Trevisan, Duda Machado, Adélia Prado, Glauco Mattoso, Ignácio de Loyola Brandão, Carlos Heitor Cony, Luis Fernando Veríssimo, João Ubaldo Ribeiro, Hilda Hist, Modesto Carone, Lygia Fagundes Telles, Moacyr Sciliar e outros grandes nomes compõem esse quadro, mas estamos na contemporaneidade e não seria tão breve falar desses tantos outros…</p>
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		<title>Português do Brasil vs. Português de Portugal</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 10:42:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Lingüística]]></category>

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		<category><![CDATA[ortografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça algumas das diferenças lexicais entre o nosso português e o de Portugal. Caso você precise ir lá, já vai sabendo de uma coisinha ou outra para evitar imprevistos e complicações. Ah… claro… não deixa de ser uma divertida leitura.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheça algumas das diferenças lexicais entre o nosso português e o de Portugal. Caso você precise ir lá, já vai sabendo de uma coisinha ou outra para evitar imprevistos e complicações. Ah… claro… não deixa de ser uma divertida leitura.</p>
<p align="justify"><img class="aligncenter size-full wp-image-48" title="brasilxportugal" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/brasilxportugal.jpg" alt="brasilxportugal" width="350" height="400" /></p>
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		<title>Pulp Fiction Brasil: os “Quentin Tarantino” tupiniquins</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 21:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura Fantástica]]></category>

		<category><![CDATA[Contos modernos]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quem são os nossos Quentin Tarantino? São os escritores que participam da coletânea de contos intitulada Ficção de Polpa. Bem, na verdade, nem sei se os autores no livro são fãs do diretor. Fiz a brincadeira porque tanto Pulp Fiction (o filme) quanto Ficção de Polpa (o livro sobre o qual falo agora) são inspirados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/07/polpa1-3502.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-85" title="polpa1-3502" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/07/polpa1-3502.jpg" alt="polpa1-3502" width="350" height="529" /></a></p>
<p align="justify">Quem são os nossos Quentin Tarantino? São os escritores que participam da coletânea de contos intitulada <a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/ficcao-de-polpa-volume-1/">Ficção de Polpa</a>. Bem, na verdade, nem sei se os autores no livro são fãs do diretor. Fiz a brincadeira porque tanto <em>Pulp Fiction</em> (o filme) quanto Ficção de Polpa (o livro sobre o qual falo agora) são inspirados nas revistas <em>pulp</em> que circularam nos EUA entre 1920 e 1950. As <em>pulp fictions</em> eram revistas baratas que tinham preocupação nenhuma com lições de moral ou crítica social. O único intento dos autores era entreter e aterrorizar o leitor. Nas revistas <em>pulp</em>, começaram suas carreiras, nada mais nada menos, que Lovecraft, Issac Asimov e Ray Bradbury.</p>
<p class="MsoNormal">
<p align="justify">Falemos sobre o livrinho que acabei de ler (usei o diminutivo porque o danado é pequeno mesmo). O Ficção de Polpa (da Não-Editora, 128 páginas) agrada logo no primeiro contato. O trabalho gráfico é bem interessante. Parece, pelas cores esmaecidas, que estamos manuseando um livro do começo do século passado. Contudo, o traço moderno na donzela da capa nos traz de volta ao presente, e prenuncia que estamos prestes a ler contos modernos.</p>
<p class="MsoNormal">
<p align="justify">Quando digo “modernos”, refiro-me a histórias que não façam uso daquela linguagem antiquada que fomos forçados a estudar nas aulas de Português (as aulas estão melhores atualmente&#8230; graças a Deus!). É preciso que se escreva corretamente, sim, mas não somos obrigados a escrever como Álvares de Azevedo. O mestre morreu em 1852, e nós passamos dos 2000 há quase uma década. O Português padrão <em>de hoje</em> é o que pode ser encontrado nos escritores relevantes <em>de hoje</em>, e não nos de duzentos anos atrás. Infelizmente alguns autores no Ficção de Polpa parecem não ter percebido isso.</p>
<p class="MsoNormal">
<p align="justify">Todos os contos do livro, no que se refere à Língua Portuguesa, são extremamente bem escritos. Porém, alguns autores, infelizmente, parecem ter encarnado algum apóstolo durante a confecção dos textos. Eu até os entendo. Escrever utilizando um determinado léxico, e certas construções, faz com que soemos mais “intelectuais”. Eu mesmo caí nessa armadilha em alguns momentos do meu <a href="http://cleberpacheco.com.br/livros.htm">Zona Mórfica</a>. Não faço mais. Embora os leitores queiram boas histórias, e histórias bem escritas no que diz respeito à língua e ao encadeamento da narrativa, eles estão ávidos por uma variante moderna da língua. Ler textos de 1800, ou textos <em>fake</em> de 1800, o tempo inteiro, enjoa.</p>
<p align="justify">Felizmente, a maioria dos autores no Ficção de Polpa nos presenteia com contos modernos em todos os sentidos, e recheados de fantasia, terror e suspense. Indico especialmente a leitura dos contos <em>O homem que criava fábulas</em> (de Samir Machado de Machado), <em>O desvio</em> (de Antônio Xerxenesky), <em>Ventre</em> (de Roberta Larini) e <em>Quando eles chegaram</em> (de Rafael Bán Jacobsen).</p>
<p class="MsoNormal">
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		<title>Também no Twitter.</title>
		<link>http://cleberpacheco.com.br/blog/?p=21</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 13:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[
Pessoal, agora estou no Twitter também. Pretendo ler mais do que escrever, porém, se quiserem adicionar, está aí o link.

twitter.com/cleber_pacheco
abraços!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/bad-twitter.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="bad-twitter" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/bad-twitter.gif" alt="bad-twitter" width="449" height="304" /></a></p>
<p>Pessoal, agora estou no Twitter também. Pretendo ler mais do que escrever, porém, se quiserem adicionar, está aí o link.</p>
<p><a href="http://www.twitter.com/cleber_pacheco"><img class="alignnone" title="twitter" src="http://assets0.twitter.com/images/twitter_logo_header.png" alt="" width="155" height="36" /></a><br />
twitter.com/cleber_pacheco</p>
<p>abraços!</p>
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		<title>Reforma ortográfica</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 21:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Lingüística]]></category>

		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Não adianta mais discutir se a reforma é avanço ou retrocesso. Temos agora novas regras para a ortografia padrão, e precisamos segui-las. Disponibilizo, abaixo, tabelas que fornecem um bom resumo sobre o que muda e o que não muda.
Antes que me perguntem, digo (ainda na ortografia &#8220;antiga&#8221;): sou completamente a favor da reforma. Acredito que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Não adianta mais discutir se a reforma é avanço ou retrocesso. Temos agora novas regras para a ortografia padrão, e precisamos segui-las. Disponibilizo, abaixo, tabelas que fornecem um bom resumo sobre o que muda e o que não muda.</p>
<p align="justify">Antes que me perguntem, digo (ainda na ortografia &#8220;antiga&#8221;): sou completamente a favor da reforma. Acredito que a há uma válida intenção. Tentar igualar a ortografia de todos os “portugueses” que temos por aí é realmente uma necessidade. O problema é a maneira como a reforma foi conduzida. Enfim, como já disse, não adiante mais discutir.</p>
<p align="justify">&#8230;</p>
<p><img class="alignnone" src="http://cleberpacheco.com.br/reforma1.jpg" alt="" width="490" height="590" /><br />
<img class="alignnone" src="http://cleberpacheco.com.br/reforma11.jpg" alt="" width="490" height="840" /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>O que um lingüista faz?</title>
		<link>http://cleberpacheco.com.br/blog/?p=3</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 21:18:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Lingüística]]></category>

		<category><![CDATA[linguista]]></category>

		<category><![CDATA[Mestrado em Lingüística]]></category>

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		<description><![CDATA[

Certamente a pergunta que os lingüistas mais escutam é a que intitula essa postagem. Eu mesmo já tive de tentar respondê-la várias vezes. A Lingüística é uma disciplina/ciência relativamente nova, e é normal que determinados questionamentos sejam feitos.
Um colega de Biologia uma vez me perguntou: “O que você faz no Mestrado de Lingüística? Passa dois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a href="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/02/linguistics.jpg"><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-92" title="linguistics" src="http://cleberpacheco.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/02/linguistics.jpg" alt="linguistics" width="276" height="336" /></a></p>
<p align="justify">Certamente a pergunta que os lingüistas mais escutam é a que intitula essa postagem. Eu mesmo já tive de tentar respondê-la várias vezes. A Lingüística é uma disciplina/ciência relativamente nova, e é normal que determinados questionamentos sejam feitos.</p>
<p align="justify">Um colega de Biologia uma vez me perguntou: “O que você faz no Mestrado de Lingüística? Passa dois anos estudando gramática?”. Um outro colega, que é por si só um reflexo da falta que “cadeiras humanas” acarretam aos cursos de Ciências Exatas, e acreditando que eu não entenderia o que estava por trás do seu discurso, tentou desvalorizar o curso de Letras com a infeliz afirmação: “Para eu falar bem Português, basta ler a gramática todos os dias”. Sorte dele que não exibiu tamanha ignorância numa aula de Lingüística, porque então haveria um monte de gente a sorrir descontroladamente, e ele ficaria bem envergonhado - brincadeira minha, alunos de Letras sorririam de maneira contida, para não causar desconforto, afinal são “humanos”-. Os lingüistas e os estudantes de Letras não perdem a vida estudando a tradicional gramática normativa.</p>
<p align="justify">O que um lingüista faz? Bem&#8230; basicamente, no Brasil, os Mestrados em Lingüística formam pessoas para que atuem como professores nos cursos de Letras. Nestes cursos, os lingüistas, além de formar docentes para os ensinos médio e fundamental, desenvolvem pesquisas muitas vezes, mas nem sempre, voltadas para a educação. Um reflexo de seu trabalho são as provas de vestibular que já contemplam textos e interpretação em detrimento das tradicionais e improfícuas questões de gramática. Outra observação: um lingüista não estuda (não necessariamente) uma língua específica, mas sim a linguagem (por vezes, até a não-verbal) e seus mecanismos de produção de sentido.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://cleberpacheco.com.br/forensiclinguisticsbook.jpg" alt="" /></p>
<p align="justify">No exterior, existem os lingüistas forenses. Isso tem a ver com CSI? Tem sim. São cientistas que trabalham tentando solucionar crimes; suas pistas geralmente têm alguma relação com a linguagem (bilhetes, mensagens de celular e outros). Alguns trabalham para agências como o FBI, fazendo escutas telefônicas, usando programas para reconhecimento de voz e coisas afins. Também existem lingüistas auxiliando os cientistas da computação. Pode ter certeza de que, neste exato momento, há lingüistas por aí trabalhando em softwares que processam textos. E não é só isso. Você acha que é possível desenvolver qualquer AI (inteligência artificial) sem auxílio lingüístico? Acredita que é possível fazer a máquina raciocinar num nível humano somente usando números? Que apenas códigos binários vão ajudar um computador a entender contextos, ironias, subtendidos, implícitos e coisas afins? Quem pensa, amigo, pensa numa língua. Também recorrem a teorias lingüísticas: fonoaudiólogos, jornalistas, publicitários, economistas e outros. Os lingüistas atuam em diversas áreas, mas não me prolongarei numa postagem de blog.</p>
<p align="justify">Corporativismo à parte, a Lingüística tem sim um papel importante. A minha opinião, inclusive, é a de que, no momento histórico em que vivemos no Brasil, é substancialmente mais importante olhar para os meninos e meninas nas salas de aula do que olhar, por exemplo, para os anéis de Saturno.</p>
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