Fringe: Arquivo-X tem sucessor à altura

Ontem assisti ao episódio piloto de Fringe. Fiquei fascinado. Se você espera, há muito, por uma série à altura de Arquivo-X, sua angústia deve acabar. O pior (que, na verdade, é o melhor) de Fringe é que ainda há uma pitada exagerada de Lost. A série é a nova empreitada de J. J. Abrams (criador de Lost), que declarou abertamente sua inspiração em Arquivo-X.
Na abertura de Fringe, voam frases que em muito lembram as famosas “O governo nega conhecimento” e “Atividade paranormal” que tanto sobressaíram aos olhos dos fãs de Fox Mulder e Dana Scully.
A investigadora Olivia Dunham, assim como o Mulder, tem motivações para buscar “a verdade” por trás de acontecimentos estranhos. Conhecemos estas motivações (que diferem das do Mulder) logo no primeiro episódio. Como acontecia com Lost, uma ânsia pelos próximos episódios é gerada; uma curiosidade forte para conhecer o porvir.
Abrams também adicionou ao time alguns personagens interessantes, como o cientista (realmente) maluco que ajuda a mocinha na solução dos problemas. Walter Bishop é estranhamente hilário, sombrio e apaixonante. Esta era uma característica de Lost: os personagens marcantes. Acredito que Fringe herdou este traço.
Por falar em Lost, a sonoridade presente em Fringe (ambientação, abertura, sons de fundo etc.) é idêntica. Nos momentos de suspense, cheguei a pensar inclusive que assistia a um episódio da turma de Jack, Swayer, John Locke, Kate e cia. Isso sem falar das legendas gigantes. É… Lembra do imenso título “Lost” voando num fundo negro? Pois é. Este recurso também é utilizado em Fringe, para demonstrar os locais visitados durante a trama.
Resumindo, assistir a Fringe é matar a saudade de Arquivo-X e de Lost simultaneamente, o que significa, em outras palavras, entretenimento garantido.




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